segunda-feira, 23 de junho de 2014

Brasil 4 X 1 Camarões

Esperava-se uma goleada ainda maior.
 A seleção de Camarões se notabilizou nesta Copa do Mundo por duas atitudes. Primeiro, obteve um aumento no seu pagamento pela participação financeira no evento mediante uma ameaça de última hora de não viajar. Depois um de seus jogadores tentou agredir por trás, sem bola, o artilheiro da Croácia. No primeiro caso, o pequeno aumento pleiteado foi obtido e o voo foi atrasado apenas algumas horas. No segundo caso, o agressor foi expulso e a seleção de Camarões acabou goleada pela Croácia.
 A seleção do Brasil comportou-se melhor. Embora tenha havido a encenação de Fred induzindo o juiz a marcar pênalti contra a Croácia. E tenha havido uma negociação só revelada recentemente para garantir um prêmio em torno de um milhão de dólares para cada jogador, cerca do dobro do que acabaram recebendo os camaroneses.
Os canarinhos entraram em campo mais leves que os leões indomáveis. No futebol, a superioridade moral é decisiva. No caso, além do mais, a superioridade moral reflete a superioridade técnica. As limitações na qualidade do futebol é que obrigaram a seleção de Camarões a recorrer aos expedientes indignos.
O treinador de Camarões optou por jogar contra o Brasil sem o seu jogador mais habilidoso para castigá-lo por agredir um companheiro do time em pleno jogo. Esse mesmo atleta declarara dias atrás que jogava pelo dinheiro e não por prazer. O que o torna tão irascível e tão desgostoso do futebol? Gols mal anulados como o que resultou na eliminação antecipada da Bósnia e Herzegovina em mais um erro desastroso nesta Copa?
Prefiro esquecer por um momento a urgência de substituir os bandeirinhas por tecnologia mais moderna na aplicação da regra do impedimento. É mais provável que o que desgosta Assou Ekotto, já nomeado embaixador da ONU contra a Pobreza, seja o que se vê - ou se deixa de ver - fora das quatro linhas. Que as estrelas do espetáculo ganhem milhões é muito justo. O que não é justo é que não se esclareça bem onde vão parar os outros muitos milhões que passam pelos cofres da FIFA. 

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