terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Agora, chega!

Desta vez foi porque o Eurico afirmou que não ia acontecer. Da vez passada, foi porque a Força Jovem aderiu à violência. Mas, da primeira vez, foi simplesmente porque a grandeza do Vasco era difícil de engolir.
O futebol deixou de ser um esporte. A regra dos 3 pontos e a autoridade inquestionável do juiz facilitam a manipulação. Como o poder atrai os corruptos para a política, os atrai também para o futebol. No Quadro de Árbitros da CBF, no STJD da CBF, na CBF... não prevalece mais o espírito esportivo.
Na Imprensa ainda prevalece o amor clubístico e isto o Vasco sempre enfrentou galhardamente. Mas, quando a parcialidade da imprensa se combina com as manipulações dos dirigentes e as covardias dos juízes, é melhor desistir.

Eu sei que o Vasco é o time da virada e pode dar a volta por cima. Mas, não vale mais a pena. Se eu mandasse no Vasco, pediria dispensa de disputar de novo a Série B. Pleitearia algum dia o retorno, na Série D ou E ou Z, quando a FIFA e a CBF tivessem novos dirigentes e novas regras. Por ora, formaria equipes competitivas para esportes onde se preza que os resultados sejam justos como a Natação e o Volleyball...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vanderlei 3 X 0 Fred

No Brasil, prevalece a noção de que Imprensa Esportiva é molecagem. A novela é o que há de importante para os nossos meios de comunicação. Os responsáveis pela Imprensa Esportiva têm como meta transformar o esporte em novela.
Acontece que as crianças, dominantemente, formam seu caráter como torcedores de futebol. Quando se verifica que são raros os políticos de caráter, que presidentes da República não se envergonham de receber dinheiro de propina para ganhar eleição e de mentir nos debates eleitorais, aparece na Imprensa que eles são representantes da falta de caráter do povo brasileiro. E quanto a Imprensa contribui para essa falta na nossa cultura?
Quando o especialista de arbitragem da Rede Globo exibe vídeos que provam que os três pênaltis sofridos por jogadores do Vasco foram marcados corretamente no jogo em que foi derrotado por um gol irregular do adversário, todos na Mesa Redonda simplesmente negam a evidência. Mas, as declarações tolas que o Fred foi instruído a fazer no final do jogo tornam-se o prato do dia da Imprensa.
A foto do técnico do Flamengo posando com uma mordaça na boca merece enorme atenção; o que ele diz para justificar o uso da mordaça, quase nenhuma. Quanto ao Fred, o que uma Imprensa saudável deveria discutir é se houve falta sobre ele e se houve tentativa dele de cavar pênalti.
As reclamações de dirigentes do Fluminense quanto a pontos perdidos por erros da arbitragem deveriam suscitar uma análise técnica, em vez de uma repercussão política. Este ano, novamente, o Flamengo já ganhou com erros da arbitragem mais do que qualquer um dos outros perdeu, com a possível exceção do Madureira.
Os dirigentes só deveriam aparecer na Imprensa representados pelo desempenho das equipes que formam. Entrevistas com dirigentes visando a manipular a opinião pública e pressionar os árbitros deveriam ser repudiadas estrepitosamente. Em vez disso, a Imprensa endeusa os dirigentes dos clubes do coração, especialmente quando atacam o cube cujo dirigente um dia ousou criticá-la.