segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fluminense 4 X 1 Botafogo

O lateral direito Lucas, do Botafogo, foi aclamado o melhor jogador em campo depois de marcar dois belos gols na vitória por 3X2 do seu clube sobre o Coritiba, no campo do oponente, no domingo, 27/5/2012. No jogo anterior, também teve brilhante contribuição para a vitória de 4 a 2 sobre o São Paulo. Mas, sua escalação para essa partida foi considerada surpreendente, face ao papel que desempenhou nos dois jogos anteriores.
No dia 9 de maio, foi execrado ao ser expulso de campo ao impedir com a mão gol do Vitória em jogo da Copa do Brasil, no final do primeiro tempo, quando o Botafogo vencia por 1X0. Com um jogador a menos, o Botafogo acabou derrotado por 2 X1 e foi eliminado da competição.  
Mais recriminado ainda fora no dia 6 de maio, em partida final do campeonato carioca. O Botafogo entrava em campo após 23 partidas invictas. Aos 10 minutos do segundo tempo, com o placar em 1X1, Lucas foi expulso ao receber segunda punição com cartão amarelo. O jogo terminou com vitória do Fluminense por 4X1.
O que merece ser destacado é que essa primeira expulsão, que talvez possa explicar a segunda, que por sua vez poderia ter resultado em sério golpe na carreira do jogador, não fora a decisão do treinador de mantê-lo na equipe nos jogos seguintes, é um tipo de expulsão muito comum no futebol.
Não se assemelha à expulsão de Valdir Papel, atacante do Vasco que recebeu o segundo cartão amarelo pela segunda falta aos quinze minutos do primeiro tempo do jogo final da Copa Brasil de 2006. Esta foi uma expulsão para facilitar o trabalho do árbitro, de assegurar a vitória do Flamengo sobre o Vasco. Era preciso evitar episódios do tipo do que sucedeu ao gol do argentino Valido que deu ao Flamengo a vitória por 1X0 na final do campeonato carioca de 1944, ao cabecear apoiado nos ombros do vascaíno Argemiro no Estádio da Gávea, faltando 5 minutos para o fim do jogo - esses cinco minutos a torcida passou preparada para entrar em campo para evitar o gol de empate que daria o campeonato ao Vasco e atirando a bola na Lagoa. Ou como a invasão do campo do Maracanã pelo ladrilheiro que tumultuou os últimos cinco minutos do terceiro jogo da final do campeonato carioca de 1981 para evitar que o Vasco marcasse um gol e se tornasse campeão depois de ter vencido os dois jogos finais anteriores. Esse tipo de façanha era aplaudido pela imprensa nessa época, como a forma de o Mais Querido vencer o adversário mais forte. Mas, com a virada do século, o Mais Querido passou a dever ser também o mais forte – o campeão incontestável.
Já a expulsão do Lucas foi diferente. Ao ver sua ousadia, ao reclamar do árbitro minutos antes, era possível prever a expulsão. 

domingo, 8 de abril de 2012

Flamengo 2X1 Vasco

Ainda não existia a TV Globo e já era habitual os juízes ajudarem o Flamengo contra o Vasco. Tampouco é novo o argumento de hoje do comentarista de arbitragem da Globo: o juiz fica dispensado de marcar o pênalte se o jogador do Vasco antecipa que será derrubado (mesmo que venha mesmo a ser derrubado). Só me surpreende o seu silêncio quanto ao primeiro gol do Flamengo neste jogo. O center do Flamengo arrastou o o oponente da meia-lua ao meio da área. Talvez por ser o artilheiro do amor tenha esse direito... Mas, a regra é clara: futebol não é rugby...