A arbitragem eliminou a Bósnia no jogo contra a Nigéria. Em compensação classificou a Suiça, eliminando o Equador no jogo contra a França. No primeiro caso, o juiz foi enganado pelo bandeirinha, mas, no segundo, a ordem para expulsar o capitão do Equador parece ter vindo de fora.
A gente xinga o juiz, mas, os grandes golpes são dados fora de campo. Brasil X Chile costuma ter esses golpes. No menos conhecido, em 1962, na semifinal da Copa do Chile, caçado em campo pelos chilenos na vitória do Brasil por 4X2, Garrincha acabou agredindo um deles e foi expulso. A súmula, entretanto, não foi assinada pelo bandeirinha, já à época famoso pelas atuações suspeitas, desapareceu misteriosamente. Na falta do documento, a FIFA pôde desconhecer a expulsão e permitir Garrincha em campo na final. Resultado, Brasil bicampeão do mundo.
Em outro Brasil X Chile lamentável, o Brasil esteve limpo, embora a fogueteira Rosenery nem tanto. Graças a ela, o goleiro Rojas usou no momento errado a gilete que trazia na luva para simular um ferimento no Maracanã. Ficou provado que o sinalizador atirado por ela caiu longe dele. e a fraude não se pode sustentar. Era o último jogo para as eliminatórias da Copa de 90. Rojas, o médico e mais alguns chilenos foram banidos do futebol.
O Brasil X Chile desta Copa foi marcado pela pressão psicológica dos chilenos, incluindo o treinador e seu jogador mais valioso, sobre o árbitro. Pressões psicológicas seriam legítimas, não fora a posição vulnerável em que são colocados os árbitros pelo excesso de poder que lhes é conferido. Com isso, em vez de repetição da goleada habitual que a diferença de qualidade fazia esperar, com a anulação do gol legal de Hulk pelo juiz inglês, tivemos um jogo duro e a estúpida decisão por pênaltis.