sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vasco 3X2 Goiás

Copa do Brasil de 2013, 24/10/2013
Placar falseado: Vasco 3X2 Goiás
Placar real: Vasco 4X2 Goiás
A diferença entre o placar real e o falseado parece pequena. Mas a diferença de um gol deu a classificação ao Goiás e a diferença de dois a daria ao Vasco.
O gol mal anulado foi de Luan em cabeçada. Típico gol anulado, pois a jogada foi rápida, o jui apitando após a bola tocar a rede.
Interessante nesse jogo é que ocorreu também um gol anulado do Goiás. A Imprensa anti-esportiva dirá: elas por elas. Ocorre que o gol do Goiás foi anulado corretamente. Um jogador do Goiás na meio da pequena área do Vasco, sem nenhum jogador do oponente entre ele e a linha do gol, dificultava a movimentação do goleiro do Vasco enquanto a jogada se desenvolvia. Caso claro de anulação por aplicação da regra do impedimento.
Cabe aqui observar o absurdo de, em vez de aplicar o acompanhamento eletrônico, pretender-se suficiente incluir na transmissão dos jogos comentários de especialistas em arbitragem. Esses comentaristas têm a função de tentar iludir o público, defendendo na grande maioria das vezes a decisão do árbitro. Para essa função são empregados antigos árbitros, quase sempre notórios autores de erros, que exibem durante a transmissão sua intimidade com os árbitros atuais. A função de comentarista da arbitragem deveria caber a antigos atletas e treinadores, que tentaram ao longo da carreira seguir as regras do jogo distoricidas pelos árbitros.
Um desses arbitros aproveitados como comentaristas criou o bordão "A Regra é clara", com que se pretende que erros de interpretação sejam infrquentes e bons árbitros possam garantir a correção das decisões. Na véspera deste jogo comentou outro jogo da Copa do Brasil, emq que o Flamengo venceu por 4 a zero. O primeiro gol do Flamengo, apesar do placar afinal dilatado, foi o que decidiu o jogo ao levar o Botafogo, pela necessidade de atacar, a deixar de corrigir o mal posicionamento do lado direito da sua defesa. Esse primeiro gol foi irregular. Em lançamento para a área como o do gol mal anulado do Vasco contra o Goiás, o atacante do Flamengo não chegou a cabecear. Defensor do Botafogo cortou o lançamento, a bola bateu em outro jogador do Botafogo e o jogador do Flamengo,que, enquanto isso, recuara para posição legal aproveitou o rebote e chutou para a rede. A posição de impedimento quando foi feito o lançamento inicial deveria ter anulado a continuação da jogada..
O suposto entendido em arbitragem defendeu a legalidade desse gol alegando que, por não ter tocado a bola lançada para a área, o atacante avançado para cabecear não participou da jogada. Mesmo argumento que certamente usaria para considerar legítimo o gol anulado do Goiás, se tivesse sido validado pela arbitragem. E para sustentar que o resultado imposto pelo árbitro teria sido, como sempre, justo. Caso flagrante de tentativa de distorção da regra...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Vôlei está ganhando do Futebol


Os erros da arbitragem continuam impondo a mediocridade ao futebol e afastando o público dos estádios. No Campeonato Brasileiro, os três pontos por vitória obrigam os cronistas a procurar qualidade em times fracos que sobem de repente para o topo da classificação, enquanto bons técnicos são derrubados por sucessões de derrotas inesperadas. Os esforços da imprensa esportiva para valorizar a imprevisibilidade não conseguem atrair o espectador que deseja apoiar um time bom e é levado a assistir derrocadas inaceitáveis.

Enquanto isso, outros esportes vão incorporando recursos tecnológicos para ajudar os árbitros. Com a inclusão da possibilidade de pedir revisão de decisões apoiada em exame imediato de vídeo pelo segundo árbitro, o vôlei está pronto para ocupar o lugar do futebol como o esporte de maior sucesso no Brasil.

Os dirigentes do vôlei não têm o compromisso com o conservadorismo a que se prendem os dirigentes do Futebol. Agora vem sendo experimentado mais um aperfeiçoamento: a redução do tamanho das partidas. Talvez seja a ocasião de implantar oura mudança que elimina o único lance que permanece difícil de decidir, no bloqueio.

Quando a bola, desviada no bloqueio, é retomada pela defesa, o toque no bloqueio já não é contado para o limite de três toques do contra-ataque. Esta é uma regra aceita naturalmente, visto que o toque no bloqueio é às vezes duvidoso. Por que não deixar de levar em conta o toque no bloqueio também quando a bola do ataque vá tocar o chão da quadra do lado do time que tentou o bloqueio. Se a bola cai no interior do campo de defesa, não há discussão, ponto para o atacante. Mas, se a bola cai fora da quadra, a decisão atualmente depende de se conseguir ou não detectar o toque no bloqueio. A mudança consistiria em atribuir neste caso o ponto ao time defensor.

Com esta alteração na regra não somente se elimina a possibilidade de erro na decisão do árbitro, mas, ainda, se aumenta a exigência de precisão no ataque, eliminando a saída fácil para o atacante de executar um ataque alto, direcionado para fora do campo de defesa adversário, na expectativa de que raspe nas pontas dos dedos do bloqueador. Com a nova regra, para conquistar o ponto, terá de fazer a bola atingir o chão dentro dos limites do campo de defesa do bloqueador.

Se, tocando no bloqueio, a bola não prossegue em direção ao lado do bloqueador, mas, volta para o lado do atacante, a regra permanece a mesma. Neste caso, será sempre claro que foi o toque do bloqueador que a dirigiu.

Enquanto essa regra não é aprovada, o que se pode fazer desde já, como preparação para ela, é orientar os árbitros a só levarem em conta o toque da bola no bloqueio quando perceberem claramente o desvio da trajetória. Uma orientação para que interpretem a favor da defesa no caso de dúvida nessas situações pode revelar-se o pequeno avanço suficiente.