Placar falseado: Vasco 3X2 Goiás
Placar real: Vasco 4X2 Goiás
A diferença entre o placar real e o falseado parece pequena. Mas a diferença de um gol deu a classificação ao Goiás e a diferença de dois a daria ao Vasco.
O gol mal anulado foi de Luan em cabeçada. Típico gol anulado, pois a jogada foi rápida, o jui apitando após a bola tocar a rede.
Interessante nesse jogo é que ocorreu também um gol anulado do Goiás. A Imprensa anti-esportiva dirá: elas por elas. Ocorre que o gol do Goiás foi anulado corretamente. Um jogador do Goiás na meio da pequena área do Vasco, sem nenhum jogador do oponente entre ele e a linha do gol, dificultava a movimentação do goleiro do Vasco enquanto a jogada se desenvolvia. Caso claro de anulação por aplicação da regra do impedimento.
Cabe aqui observar o absurdo de, em vez de aplicar o acompanhamento eletrônico, pretender-se suficiente incluir na transmissão dos jogos comentários de especialistas em arbitragem. Esses comentaristas têm a função de tentar iludir o público, defendendo na grande maioria das vezes a decisão do árbitro. Para essa função são empregados antigos árbitros, quase sempre notórios autores de erros, que exibem durante a transmissão sua intimidade com os árbitros atuais. A função de comentarista da arbitragem deveria caber a antigos atletas e treinadores, que tentaram ao longo da carreira seguir as regras do jogo distoricidas pelos árbitros.
Um desses arbitros aproveitados como comentaristas criou o bordão "A Regra é clara", com que se pretende que erros de interpretação sejam infrquentes e bons árbitros possam garantir a correção das decisões. Na véspera deste jogo comentou outro jogo da Copa do Brasil, emq que o Flamengo venceu por 4 a zero. O primeiro gol do Flamengo, apesar do placar afinal dilatado, foi o que decidiu o jogo ao levar o Botafogo, pela necessidade de atacar, a deixar de corrigir o mal posicionamento do lado direito da sua defesa. Esse primeiro gol foi irregular. Em lançamento para a área como o do gol mal anulado do Vasco contra o Goiás, o atacante do Flamengo não chegou a cabecear. Defensor do Botafogo cortou o lançamento, a bola bateu em outro jogador do Botafogo e o jogador do Flamengo,que, enquanto isso, recuara para posição legal aproveitou o rebote e chutou para a rede. A posição de impedimento quando foi feito o lançamento inicial deveria ter anulado a continuação da jogada..
O suposto entendido em arbitragem defendeu a legalidade desse gol alegando que, por não ter tocado a bola lançada para a área, o atacante avançado para cabecear não participou da jogada. Mesmo argumento que certamente usaria para considerar legítimo o gol anulado do Goiás, se tivesse sido validado pela arbitragem. E para sustentar que o resultado imposto pelo árbitro teria sido, como sempre, justo. Caso flagrante de tentativa de distorção da regra...