domingo, 12 de junho de 2011

Vasco da Gama 1 X 1 Figueirense

Este jogo se inicia menos de 72 horas depois de soar o apito final da histórica conquista da Copa do Brasil pelo Vasco. O time entra em campo sem 6 titulares, cansados demais. Marca um a zero e ao longo de todo o primeiro tempo cria mais oportunidades de ampliar a vantagem do que o oponente cria ocasiões para empatar.
Ao longo do jogo, três jogadores do Vasco são substituídos por motivos físicos. Um quarto jogador, o zagueiro Fernando sai com câimbras. Retorna em precárias condições para manter o total de 11 jogadores em campo.
O segundo tempo aproxima-se do final e o Figueirense ameaça cada vez menos.
Próximo ao final do jogo, o atacante Leandro do Vasco recebe livre e o auxiliar do juiz levanta a bandeira. As câmeras mostram que está errado. Mas o juiz confirma o impedimento. Leandro reclama freneticamente. Enquanto o Vasco se desconcentra, o Figueirense inicia uma jogada rápida, Fernando falha e o Figueirense empata.
Durante a Copa do Mundo de 2010, comentou-se que, em jogadas de impedimento duvidoso, o juiz deixava o jogo prosseguir enquanto aguardava uma orientação externa, baseada na repetição dos registros das câmeras. Tributo à justiça, benéfico ao espetáculo, sem nenhuma violação das regras oficiais. Essa prática não se firmou.  Prevalece o hábito de o juiz confirmar a decisão do auxiliar. O tabu do desprezo à tecnologia permanece absoluto! E ai de quem se lhe oponha!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Coritiba 3 X 2 Vasco da Gama

Último jogo da Copa do Brasil de 2011. O Vasco se tornaria campeão, mesmo derrotado neste jogo por um gol de diferença, desde que marcasse pelo menos um gol. Foi o que aconteceu.
Jogo difícil para o árbitro, com o escore de 3X2 construído antes da metade do segundo tempo e mantido até o final, em um estádio em que a torcida, muito próxima ao campo de jogo, se notabiliza pela pressão sobre o árbitro e os jogadores do time visitante. Objetos foram atirados sobre os jogadores do Vasco e o seu goleiro, Fernando Prass, teve sua visão ofuscada por poderosos raios laser desde o início do jogo. Se fosse permitida a consulta à gravação dos lances importantes, o árbitro poderia anular os gols marcados quando comprovasse que o goleiro teve sua visão ofuscada. Isto, certamente, inibiria essa interferência antiesportiva.
Terminado o jogo, o apresentador de uma rede de televisão vociferava contra o juiz, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo fracasso da sua previsão, divulgada durante toda a semana, de que o Coritiba seria o campeão.  Acusava-o de não ter marcado um pênalti de Dedé sobre Leonardo no segundo tempo. Ao repetir a gravação, os especialistas das outras emissoras todos concordaram em que, neste lance, o juiz esteve certo. Dedé entrou na área à frente do atacante do Coritiba, que provocou o choque.
Importante característica do jogo foi imposta pelo Coritiba, com os seus atacantes provocando freqüentemente o contacto físico e procurando motivar a torcida contra  arbitragem. O jogador envolvido nessa jogada terminou o jogo com um único cartão amarelo, enquanto a TV mostrou-o praticando diversas jogadas violentas e reclamações acintosas não punidas. 
Outro atacante do Coritiba, minutos depois de receber o cartão de advertência, lançou-se com os dois pés sobre adversário, em atitude que deveria ser punida com a expulsão. Para evitar o segundo cartão, deixou-se ficar deitado no terreno. Foi retirado de maca, para retornar logo em seguida. É praxe não punir o jogador enquanto contundido, mas, o juiz deveria tê-lo expulsado ao retornar. Isto exigiria enorme coragem do árbitro.
Poucos minutos antes do final do jogo, esse mesmo jogador atingiu novamente com os dois pés o goleiro do Vasco e escapou sem o segundo cartão. Um comentarista alegou em sua defesa que, quando se atirou sobre o goleiro, este ainda não tinha o controle da bola. O goleiro do Vasco foi derrubado ouras vezes em condições semelhantes.
Cabe finalmente observar que paralisações para forçar o árbitro a rever a sua decisão nessas jogadas, ainda que abrissem um espaço para mais violentas manifestações da torcida, propiciariam que o jogo reiniciasse sob menor tensão. Pode-se admitir que isto impediria comprovar de forma tão eloqüente a superioridade do campeão, demonstrada ao longo da sucessão de jogos decisivos diante de torcedores que nem sempre valorizam o espírito esportivo, que caracteriza a Copa. Mas, a exibição da qualidade técnica seria privilegiada.