terça-feira, 17 de junho de 2014

Brasil 0 X 0 México

O México já entrou em campo perdendo. Devido a um handicap de 3 gols, o do pênalti cavado pelo Fred e os dois que fez e foram anulados sob alegação de impedimento. A FIFA nesta Copa informa ao juiz se a bola cruzou a linha do gol, mas continua dando à arbitragem o poder de, com pênaltis e impedimentos, decidir os resultados.
Uma vez admitido que o juiz pode beneficiar-se do auxílio de câmaras em certos lances, porque não conceder-lhe um minuto para, antes de decidir, rever os lances em que a bola entra, ou em que ele suspeita de pênalti? A resposta é simples: porque dificulta a manipulação.
Desta vez, faltou coragem ao juiz para dar o pênalti sobre Marcelo que daria a vitória ao Brasil. Fez-se justiça com isso, compensando os favorecimentos anteriores? Claro que não. Fez-se confusão, complicação, bagunça! È assim que se vai mantendo a injustiça, no futebol, como em tudo mais.
Os torcedores são acusados de falta de educação quando, desesperados, xingam. Na abertura da Copa, saudaram a presidente da República com o coro habitualmente dirigido ao juiz. A Imprensa atribuiu o gesto à falta de educação da elite paulista, que, supostamente, constituiria a plateia desse jogo. Bobagem, quem xinga é o povo. E xinga as elites trapaceiras irmanadas, FIFA, políticos, Imprensa novelesca. Xinga porque não encontra outra forma de exigir respeito.
Se o presidente Obama aparecesse no telão neste jogo também seria xingado. Por torcedores do Brasil e do México. Não porque não gostemos dele. Mas, por não nos dar outra forma de protestar contra a hipocrisia dos países ricos que deixam passar por suas fronteiras, os bilhões ganhos em concorrências fraudulentas e em impostos sonegados, mas empregam trogloditas para impedir a entrada de trabalhadores que as suas empresas querem empregar e de estupefacientes que os seus cidadãos querem consumir.
Com o mesmo perfil de vira-latas, os mexicanos hoje igualaram os brasileiros e mostraram, no futebol, do que são capazes. Como os brasileiros, os jogadores mexicanos são leves, habilidosos, surpreendentes. Se nossas autoridades fossem devidamente vigiadas, nossos povos mostrariam ao mundo muito mais. Evitando os juízes ladrões, os países que aprenderam a driblar a fome e a enfrentar a violência estarão sempre entre os melhores no futebol.

Um comentário:

  1. Agora entendo o nome do blog: PLACAR REAL. Desta vez sou obrigada a concordar com os seus comentários. Você desnuda uma verdade, que creio não está tão oculta.

    Noto que no final quem sempre sai perdendo, é o povo. Neste caso, privado de assistir um jogo limpo e sem manipulações. Mesmo sendo pela TV, há a sensação de ser logo ali, não tão fora do seu alcance, mesmo que na realidade ele não tivesse nenhuma chance de estar lá.

    Vale o seu comentário no sentido de ser mais uma voz, ou alguma voz, na multidão a se manifestar, ou melhor, gritar contra as injustiças cometidas, desta vez nem tão disfarçadas.

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