domingo, 27 de janeiro de 2019

Final da Copa São Paulo 2019 de Futebol sub-20 . Vasco 2X1 São Paulo.


Este jogo terminou com o placar oficial de 2X2, levando a disputa da Copa a ser ganha pelo São Paulo em decisão por pênaltis. 

Entretanto o primeiro gol do São Paulo decorreu de contra-ataque que começou com tomada de bola faltosa pelo lateral-esquerdo do São Paulo. Em decorrência o excelente atacante Anthony recebeu em condições de um contra um. Com o marcador priorizando evitar o seu avanço individual, ele habilmente lançou seu centro-avante que cabeceou com grande facilidade para o gol. 

No intervalo o SporTV mostrou a irregularidade. Depois disso, ninguém mais mencionou o fato. 

Essa Copa, promovida para comemorar o aniversário da cidade de São Paulo, inicialmente pela Prefeitura de São Paulo e depois pela Federação Paulista de Futebol, tem uma tradição de favorecimento dos clubes paulistas, Coagidos pela torcida, os árbitros, principalmente, fazem “vista grossa” às faltas dos jogadores locais. 

É claro que a Federação Paulista de Futebol deveria esforçar-se para que prevalecesse o Fair Play em vez da satisfação da torcida local. O mesmo vale para as torcidas e para os atletas dos clubes. Mas, isso só ocorrerá ao final de um processo de formação de cultura esportiva ainda muito longe do sucesso. 

Só que esse ano há um detalhe a mais. Esse jogo final teve transmissão da Rede globo. O final da transmissão, o noticiário noturno das TVs e até o noticiário nos jornais do dia seguinte omitiu completamente a irregularidade do lance do primeiro gol do São Paulo. Todos repetiram a aparente coincidência: nos 50 anos da Copa São Paulo que comemora o aniversário de São Paulo, o São Paulo foi o campeão. 

Nada contra essa homenagem. Mas, deveriam homenagear também a verdade: o Vasco fez dois gols e o São Paulo só fez um.

sábado, 1 de setembro de 2018

UM CAMPEONATO DESIGUAL

UM CAMPEONATO DESIGUAL

Imagine um campeonato como outro qualquer, só com uma pequena diferença. Aqui, o campeão de um ano começa o ano seguinte com mais pontos. Muito mais pontos! E mais: são os primeiros colocados que definem as regras da próxima disputa. Injusto, não acha?

Pois esse é justamente o sistema político brasileiro. Os partidos que elegeram mais parlamentares - muitas vezes comprovadamente usando caixa 2 - decidiram juntos, no ano passado, criar um fundo do qual eles mesmos recebem muito mais dinheiro dos nossos impostos para usar nas próximas eleições. Tudo para receber mais dinheiro que, na lógica deles, traz mais votos, elege mais parlamentares, garante ainda mais dinheiro que traz ainda mais votos… É o ciclo vicioso que afunda a nossa democracia. Um campeonato que não faz sentido.

Mas existe um detalhe nesta eleição: podemos fazer mais do que torcer. Temos chances reais de romper com esse ciclo vicioso em 2018. Marina Silva e Eduardo Jorge têm a independência, experiência e capacidade necessárias para derrotar os corruptos e priorizar a saúde e a educação do povo. Com a mobilização de milhares de brasileiros, podemos equilibrar essa disputa.

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Pena Máxima para o Vasco!...

Algumas pessoas atiraram cabeças de nego e acenderam sinalizadores no campo do Vasco. Fora do estádio, um jovem torcedor do Vasco foi morto com um tiro no peito. Motivos levantados: 1) arbitragem errou mais uma vez contra o Vasco; 2) criação de tumulto para exploração na campanha eleitoral; 3) idiotice de baderneiros, que os há em todas as torcidas.
Tenho uma quarta explicação, menos óbvia. Que extraio da reação que observo: ninguém pede a apuração dos fatos, a identificação dos criminosos, a aplicação objetiva da justiça... A CBF proíbe presença da torcida do Vasco no jogo contra o Santos! O Procurador apresenta pedido de pena máxima para o Estádio de São Januário, com interdição por 25 partidas!
Minha explicação não acusa ninguém, senão toda a espécie humana. Nem árbitros, nem cartolas, nem policiais, nem comissários, por mais que cada um deles possa mesmo sentir-se culpado... No inconsciente coletivo, vou buscar mais fundo a origem desse ânimo em que cada um insere suas motivações próprias para fazer do Vasco o bode expiatório de que o país em guerra necessita.
O Vasco é o clube dos comerciantes portugueses a que a Imprensa no Brasil não dispensava tratamento mais justo que a da Alemanha dispensava aos judeus antes da segunda guerra. Finda a guerra, diluída a relação de outros clubes com colônias estrangeiras, restou o Vasco, que a imprensa esportiva da capital da república passou a tratar como o gigante a ser derrubado pelo Flamengo. No governo militar, é conhecido o envolvimento da imprensa nas articulações para atrair a simpatia para o general presidente flamenguista que chegaram às “papeletas amarelas”...
Isso dura até hoje. Na arquibancada e nas cadeiras sociais de São Januário, velhos portugueses e seus descendentes ainda exibem seu orgulho pelo patrimônio legado pela colônia à História do Brasil. Mas, não podem ser distinguidos em um mar de “negros, pardos, caixeiros e operários”. O amor ao Vasco é hoje o fruto das campanhas de seus times heroicos. Isto não impede que o preconceito contra os estrangeiros ainda seja explorado.
As vitórias do futebol do Vasco e a tradição de unir todos os oprimidos com olhos na única meta de ser o campeão fazem o Vasco resistir a tudo como um bastião do espírito esportivo menosprezado. Cada vez que o Vasco ganha, a corrupção em que apodrecem nossas elites, que não são diferentes das de 1923, vê-se humilhada . Responde sempre que pode.

Pensavam que o Vasco só ganhava no seu Caldeirão e, quando surgiu a oportunidade, em 48 horas, se apressaram a fechá-lo. 48 horas depois o Vasco ganhou de 4 a 1 fora de casa. Coisas do futebol...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Agora, chega!

Desta vez foi porque o Eurico afirmou que não ia acontecer. Da vez passada, foi porque a Força Jovem aderiu à violência. Mas, da primeira vez, foi simplesmente porque a grandeza do Vasco era difícil de engolir.
O futebol deixou de ser um esporte. A regra dos 3 pontos e a autoridade inquestionável do juiz facilitam a manipulação. Como o poder atrai os corruptos para a política, os atrai também para o futebol. No Quadro de Árbitros da CBF, no STJD da CBF, na CBF... não prevalece mais o espírito esportivo.
Na Imprensa ainda prevalece o amor clubístico e isto o Vasco sempre enfrentou galhardamente. Mas, quando a parcialidade da imprensa se combina com as manipulações dos dirigentes e as covardias dos juízes, é melhor desistir.

Eu sei que o Vasco é o time da virada e pode dar a volta por cima. Mas, não vale mais a pena. Se eu mandasse no Vasco, pediria dispensa de disputar de novo a Série B. Pleitearia algum dia o retorno, na Série D ou E ou Z, quando a FIFA e a CBF tivessem novos dirigentes e novas regras. Por ora, formaria equipes competitivas para esportes onde se preza que os resultados sejam justos como a Natação e o Volleyball...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vanderlei 3 X 0 Fred

No Brasil, prevalece a noção de que Imprensa Esportiva é molecagem. A novela é o que há de importante para os nossos meios de comunicação. Os responsáveis pela Imprensa Esportiva têm como meta transformar o esporte em novela.
Acontece que as crianças, dominantemente, formam seu caráter como torcedores de futebol. Quando se verifica que são raros os políticos de caráter, que presidentes da República não se envergonham de receber dinheiro de propina para ganhar eleição e de mentir nos debates eleitorais, aparece na Imprensa que eles são representantes da falta de caráter do povo brasileiro. E quanto a Imprensa contribui para essa falta na nossa cultura?
Quando o especialista de arbitragem da Rede Globo exibe vídeos que provam que os três pênaltis sofridos por jogadores do Vasco foram marcados corretamente no jogo em que foi derrotado por um gol irregular do adversário, todos na Mesa Redonda simplesmente negam a evidência. Mas, as declarações tolas que o Fred foi instruído a fazer no final do jogo tornam-se o prato do dia da Imprensa.
A foto do técnico do Flamengo posando com uma mordaça na boca merece enorme atenção; o que ele diz para justificar o uso da mordaça, quase nenhuma. Quanto ao Fred, o que uma Imprensa saudável deveria discutir é se houve falta sobre ele e se houve tentativa dele de cavar pênalti.
As reclamações de dirigentes do Fluminense quanto a pontos perdidos por erros da arbitragem deveriam suscitar uma análise técnica, em vez de uma repercussão política. Este ano, novamente, o Flamengo já ganhou com erros da arbitragem mais do que qualquer um dos outros perdeu, com a possível exceção do Madureira.
Os dirigentes só deveriam aparecer na Imprensa representados pelo desempenho das equipes que formam. Entrevistas com dirigentes visando a manipular a opinião pública e pressionar os árbitros deveriam ser repudiadas estrepitosamente. Em vez disso, a Imprensa endeusa os dirigentes dos clubes do coração, especialmente quando atacam o cube cujo dirigente um dia ousou criticá-la.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Império do Marketing

Marketingreign é um país moderno. Em Marketingreign, a campanha eleitoral é uma guerra. Aceita essa premissa, a presidente, pessoalmente, partiu para caluniar a concorrente que as pesquisas eleitorais demonstravam ser a mais perigosa, até eliminar o risco. O ex-presidente que se vangloria de ser capaz de eleger um poste, quando as limitações dela para a função pública se revelaram bem maiores que as de um poste, partiu para a injúria contra o oponente que restou.
 Os crimes contra a honra são os mais compreensíveis dos crimes de guerra. Uma vez ganha a eleição, basta uma retratação qualquer, um convite ao diálogo, mais um pouco de marketing em torno da coragem do vencedor em usar todos os recursos a seu alcance e da indignidade do derrotado se acusar o golpe, e não se fala mais nisso. Em poucos dias, toda Marketingreign se convence de que contestar a lisura do pleito é que é golpismo.
A legislação eleitoral, assim como o Código Penal de Marketingreign, está entre as melhores do mundo. Antes de pleitear que seja aperfeiçoada, os cidadãos pensantes pensam: quem elaborará as mudanças? quem comandará a opinião pública no plebiscito ou no referendo que as consagrará?  E preferem calar-se.
Tenho uma exótica solução que dá uma esperança a Marketingreign. Deixem a reforma eleitoral para depois e contentem-se, primeiro, em recuperar o futebol, o cambaleante esporte nacional de lá.
No esporte, as crianças recebem os valores do país. Em Marketingreign, as crianças aprendem a amar o seu clube de futebol. Só que, logo depois, descobrem que não importa para o clube ser o melhor em campo, mas, sim, o mais eficiente em conquistar pontos que o coloquem entre os quatro primeiros no campeonato e impeçam que fiquem entre os quatro últimos. E que, como "regra é regra", não importa se esses pontos são conquistados coagindo o juiz, corrompendo dirigentes de outros clubes para que percam pontos com escalações irregulares ou viciando a composição dos tribunais esportivos.
Com regras de rebaixamento e ascensão que dificultem a manipulação e com o combate aos manipuladores do futebol, não haverá tantos jogos emocionantes para quem não quer ir além das regras. Isto faz a mudança parecer ameaçadora para as empresas de comunicação de Marketingreign. Com o tempo, entretanto, a valorização do mérito tornará o espetáculo mais atraente por si mesmo e os lucros delas poderão até aumentar. E só novos valores podem salvar Marketingreign.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ABC 1 X 1 Vasco

Com um gol em impedimento, o ABC de Natal eliminou o Vasco da Copa do Brasil. Com isto morre a última esperança de um título significativo em 2014 para o Gigante da Colina Histórica.

Rebaixado para a Série B, em crise financeira e política, o Vasco vinha de seguidos maus resultados diante de adversários mais fracos. No primeiro jogo das oitavas de final contra o ABC empatara em São Januário e a eliminação no segundo jogo não foi surpreendente. Estreando técnico interino, com o goleiro cedido para um jogo amistoso da seleção uruguaia, só a dedicação dos seus atletas e o amor da torcida vascaína do Nordeste tornaram necessário que a eliminação em Natal só viesse por um erro da arbitragem.

O gol em impedimento em lance de bola parada faz lembrar o que transferiu do Vasco para o Flamengo o título estadual no início do ano. O cruzamento de bola parada é o lance em que o bandeirinha tem menor possibilidade de errar na marcação do impedimento. Por que esse erro se repete contra o Vasco?

A resposta é muito simples. É o time com a segunda maior torcida da segunda maior metrópole do país e toda hora melhor que os favoritos...

Os bandeirinhas cumprem, apenas, o papel de verdugos que lhes é dado. O que roubou o Vasco em dois jogos contra o Flamengo no mesmo campeonato desempenhou sua função com prazer. O deste 2 de setembro pode, apenas, ter sido traído pela pressão psicológica para ferir o Vasco.

Cogita-se no Vasco de trazer de volta à presidência do clube o dirigente que protagonizou violentos embates contra a Imprensa em defesa do clube. Anseia-se por ter de volta a torcida organizada expulsa dos estádios enquanto outras permanecem, na esperança de chamar a atenção com brigas de rua para as injustiças sofridas no campo. Ao contrário, defendo a reeleição do Roberto, se ele ainda aceitar seu reeleito. A dignidade com que suportou a sucessão de golpes recebidos em seu mandato é um exemplo que todos os vascaínos devemos seguir. 

A humilhação na Copa do Mundo talvez tenha mostrado a todo o povo brasileiro a direção errada em que caminha a cultura esportiva de nosso país. Esmagar o Vasco pode ser o fundo do poço do qual brotará a valorização da justiça no nosso esporte nacional. Para o Brasil mudar na direção certa, talvez esteja esperando a redescoberta do lugar do mérito no futebol.