Neste início de 2014, Juninho acaba de anunciar o fim de sua
carreira de jogador de futebol profissional. Sua trajetória atinge o ocaso com
plena evidência, como sói ocorrer com as dos grandes atletas.
Os ídolos do futebol têm esta distinção. Têm pés de ouro,
mas que caminham no barro. Convivem com o erro todo o tempo e chegam depressa
ao ponto em que a única forma de manter na mente dos seus admiradores a imagem
gloriosa é parar de jogar. Juninho se notabilizou pelos acertos monumentais. Acertou, também, na hora de parar.
Eu, que o admiro até no erro daquele passe para trás quando
poderia ter marcado o gol que faria o Vasco campeão no último minuto, acho esta
oportunidade da aposentadoria o momento preciso para destacar as suas
qualidades.
Em toda minha vida, só me lembro de ter assistido um treino
do Vasco. Na Granja Comary, me chamou a atenção aquele jovem recém-contratado, que protestava no final, aparentemente por
não ter recebido o espaço de que se julgava merecedor. É o mesmo Juninho que,
no último ano, foi levado ao tribunal, acusado de tratar desrespeitosamente a
torcida do Flamengo.
Sua característica principal é a humildade. Mas, quando se
trata de defender a virtude, não se esquiva de demonstrar o que sente.
Meus blogs foram criados para falar de três desprezados: O
Vasco, a liberdade, a boa nova do o cristianismo. Sem esperança de mudar nada, neste
2014, resolvi dar um tempo. Cancelei minha assinatura dO Globo, vou tentar a
proeza de encontrar um candidato a deputado que não proponha nenhuma nova lei e
o que tiver a dizer de Jesus Cristo, direi ao próprio. A homenagem a um herói a
caminho do ostracismo é o fecho ideal para esta minha humilde passagem pela
causa pública.
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