segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A Aposentadoria de Juninho

Neste início de 2014, Juninho acaba de anunciar o fim de sua carreira de jogador de futebol profissional. Sua trajetória atinge o ocaso com plena evidência, como sói ocorrer com as dos grandes atletas.
Os ídolos do futebol têm esta distinção. Têm pés de ouro, mas que caminham no barro. Convivem com o erro todo o tempo e chegam depressa ao ponto em que a única forma de manter na mente dos seus admiradores a imagem gloriosa é parar de jogar. Juninho se notabilizou pelos acertos monumentais.  Acertou, também, na hora de parar.
Eu, que o admiro até no erro daquele passe para trás quando poderia ter marcado o gol que faria o Vasco campeão no último minuto, acho esta oportunidade da aposentadoria o momento preciso para destacar as suas qualidades.
Em toda minha vida, só me lembro de ter assistido um treino do Vasco. Na Granja Comary, me chamou a atenção aquele jovem recém-contratado,  que protestava no final, aparentemente por não ter recebido o espaço de que se julgava merecedor. É o mesmo Juninho que, no último ano, foi levado ao tribunal, acusado de tratar desrespeitosamente a torcida do Flamengo.
Sua característica principal é a humildade. Mas, quando se trata de defender a virtude, não se esquiva de demonstrar o que sente.
Meus blogs foram criados para falar de três desprezados: O Vasco, a liberdade, a boa nova do o cristianismo. Sem esperança de mudar nada, neste 2014, resolvi dar um tempo. Cancelei minha assinatura dO Globo, vou tentar a proeza de encontrar um candidato a deputado que não proponha nenhuma nova lei e o que tiver a dizer de Jesus Cristo, direi ao próprio. A homenagem a um herói a caminho do ostracismo é o fecho ideal para esta minha humilde passagem pela causa pública.

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