terça-feira, 8 de julho de 2014

Flamengo 7 X 1 Brasil

A complacência do juiz inglês que deixava os chilenos baterem à vontade nos brasileiros não deve ser atribuída apenas a pressão psicológica criada nos dias que precederam o jogo. O comportamento do juiz espanhol do jogo contra a Colômbia permite concluir que o inglês compartilha um padrão de preconceito, que os colonizadores preservam por prazer.
Se esse juiz não tivesse visto falta quando Tiago Silva passou entre o goleiro e a bola e tivesse validado o gol resultante, o jogo se teria resolvido nesse momento e Neymar não precisaria, mais adiante, expor as costas à joelhada do colombiano. Mas, ele não sou achou que houve falta, mas, ainda julgou-a merecedora de cartão.
Estrelas da análise das arbitragens na imprensa brasileira justificaram a marcação da falta com o argumento de que o goleiro permanece de posse da bola enquanto a lança ao ar. Besteira! A orientação para considerar na posse do goleiro a bola lançada ao ar destina-se exclusivamente à contagem dos seis segundos para punição ao goleiro. Não estabelece um novo sentido para o fenômeno físico da posse de bola. Ninguém pode, ao mesmo tempo, soltar a bola, no chão ou no ar, e permanecer na posse dela.
Não acredito que o juiz espanhol racionasse assim. Tampouco suponho que pretendesse conscientemente favorecer França ou Alemanha na semifinal a seguir. Espanha, França e Alemanha pertencem todas à Comunidade Europeia. Mas, os alemães são diferentes dos espanhóis, como os brasileiros são diferentes dos argentinos. Para a FIFA, mesmo o País de Gales é diferente da Inglaterra. Ele apenas atendeu ao impulso de atribuir erro a um brasileiro.
O fato é que, por força dessa motivação inconsciente de um juiz espanhol, o Brasil entrou em campo contra a Alemanha sem dois dos seus melhores atletas, Tiago Silva e Neymar. 
O Brasil pleiteou anulação do cartão amarelo de Tiago Silva e punição para o agressor de Neymar. Não foi atendido. A mensagem era clara: não esperem justiça. E finalmente caiu a ficha: futebol não é só bola na pé.
Enquanto os brasileiros quebravam suas flechas contra os muros do Comité Disciplinar, os alemães azeitavam seus canhões no meio dos índios da Baía Cabrália. No dia seguinte, vestiram a camisa do Flamengo e se lançaram sobre um Brasil desfalcado e desmoralizado. Processou-se a carnificina.
E sintam-se honrados por pagar para ver isso de perto...

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