A gloriosa nau está destroçada. Mas, ainda somos capazes de
lutar. Sob perseguição insidiosa e implacável, aprendemos a não nos render. Erramos,
mas sob pressão tremenda, quem não erra? E sob os golpes permanecemos de pé.
O Vasco entrou 2013 sem dinheiro e sem patrocínios. E só não
foi campeão estadual por um jogo em que erros sucessivos da arbitragem deram
um gol ao adversário no final e o impediram de empatar nos minutos seguintes. O
time perdeu a confiança, o técnico excelente foi demitido. Ainda assim foi
eliminado da Copa do Brasil por um gol mal-anulado. E, no Brasileiro, mesmo sob
críticas incessantes, resistiu até à última rodada.
Como foi este último combate? O Atlético-PR marcou o jogo
para um campo de um estado vascaíno. Pensamos em encher o estádio. Mas, eles tinham
outros planos. Limitaram a venda de ingressos para o Vasco, assumiram a
segurança e sua torcida organizada anunciou a violência, que acabou ocorrendo,
expulsando a maioria da nossa torcida e sitiando os nossos jogadores. Devíamos
ter tirado o time de campo? Nesse caso, protegeria a polícia no tumulto que se
seguiria, não só os nossos atletas, mas, também a nossa torcida nas ruas em
torno?
Agora a reclamação do Vasco não é sequer recebida pelo
Tribunal de Justiça Desportiva e o clube é punido junto com o Atlético-PR. Torcedores
do Vasco foram mostrados brigando e, para fingir que são capazes de conter a
violência das torcidas, as autoridades ferem novamente o Vasco. Cabe lembrar
que o Vasco já tinha sido prejudicado no campeonato deste ano porque sua
torcida organizada enfrentou a do Coríntians. Preocupada em passar ao mundo a ilusão de
que a violência está sendo combatida, a Grande Imprensa aplaude essa injustiça.
E, no entanto, a maior causa da violência das torcidas é a desonestidade dessa
Grande Imprensa. É ela que acoberta a parcialidade nas arbitragens! O
Atlético-PR não queria a torcida do Vasco presente simplesmente, porque,
obrigado a jogar fora da sua cidade, queria manter o poder do time mandante de
pressionar o juiz...
2014 será mais um ano triste para o Vasco. Mas, para o
Brasil pode ser o ano da virada. Vamos enfrentar a violência na sua origem! Temos
sido saco de pancada por aceitarmos lutar sob regras desiguais. Agora, pode ser
tarde para nós, mas ainda podemos lutar pela Justiça. Quem pode acreditar que a
Justiça é um valor em um país em que se vê, no esporte mais prestigiado, autoridades
corruptas podendo fazer o que quiserem?
Proponho que a torcida do Vasco se torne porta-bandeira do
controle dos erros de arbitragem. Para isto que exija que se copiem do futebol
americano as regras para os times pedirem a revisão eletrônica imediata de erros. Custará, para a FIFA,
apenas proibir os árbitros de paralisar as jogadas próximo ao gol antes que se
concluam e, para a TV, apenas flexibilizar sua programação em uns dez minutos nos
dias de jogo.
Como conseguiremos isso? Vamos, enquanto não sejamos
atendidos, transformar em áreas de lazer, nos dias de jogos, todas as ruas no
entorno dos estádios da Copa do Mundo. Idosos, crianças e mulheres apenas, cercando
os poderosos com a sua resistência pacífica. Veículos da imprensa, times e
autoridades, se quiserem chegar ao estádio, terão de passar antes das oito da
manhã. Das oito às oito, as ruas serão do povo, ordeiro mas firme, manifestando-se
pela honra do esporte no Brasil...
O Vasco é o time do amor e em todos os estados
há imensidão de vascaínos para organizar isto.
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