quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Vôlei está ganhando do Futebol


Os erros da arbitragem continuam impondo a mediocridade ao futebol e afastando o público dos estádios. No Campeonato Brasileiro, os três pontos por vitória obrigam os cronistas a procurar qualidade em times fracos que sobem de repente para o topo da classificação, enquanto bons técnicos são derrubados por sucessões de derrotas inesperadas. Os esforços da imprensa esportiva para valorizar a imprevisibilidade não conseguem atrair o espectador que deseja apoiar um time bom e é levado a assistir derrocadas inaceitáveis.

Enquanto isso, outros esportes vão incorporando recursos tecnológicos para ajudar os árbitros. Com a inclusão da possibilidade de pedir revisão de decisões apoiada em exame imediato de vídeo pelo segundo árbitro, o vôlei está pronto para ocupar o lugar do futebol como o esporte de maior sucesso no Brasil.

Os dirigentes do vôlei não têm o compromisso com o conservadorismo a que se prendem os dirigentes do Futebol. Agora vem sendo experimentado mais um aperfeiçoamento: a redução do tamanho das partidas. Talvez seja a ocasião de implantar oura mudança que elimina o único lance que permanece difícil de decidir, no bloqueio.

Quando a bola, desviada no bloqueio, é retomada pela defesa, o toque no bloqueio já não é contado para o limite de três toques do contra-ataque. Esta é uma regra aceita naturalmente, visto que o toque no bloqueio é às vezes duvidoso. Por que não deixar de levar em conta o toque no bloqueio também quando a bola do ataque vá tocar o chão da quadra do lado do time que tentou o bloqueio. Se a bola cai no interior do campo de defesa, não há discussão, ponto para o atacante. Mas, se a bola cai fora da quadra, a decisão atualmente depende de se conseguir ou não detectar o toque no bloqueio. A mudança consistiria em atribuir neste caso o ponto ao time defensor.

Com esta alteração na regra não somente se elimina a possibilidade de erro na decisão do árbitro, mas, ainda, se aumenta a exigência de precisão no ataque, eliminando a saída fácil para o atacante de executar um ataque alto, direcionado para fora do campo de defesa adversário, na expectativa de que raspe nas pontas dos dedos do bloqueador. Com a nova regra, para conquistar o ponto, terá de fazer a bola atingir o chão dentro dos limites do campo de defesa do bloqueador.

Se, tocando no bloqueio, a bola não prossegue em direção ao lado do bloqueador, mas, volta para o lado do atacante, a regra permanece a mesma. Neste caso, será sempre claro que foi o toque do bloqueador que a dirigiu.

Enquanto essa regra não é aprovada, o que se pode fazer desde já, como preparação para ela, é orientar os árbitros a só levarem em conta o toque da bola no bloqueio quando perceberem claramente o desvio da trajetória. Uma orientação para que interpretem a favor da defesa no caso de dúvida nessas situações pode revelar-se o pequeno avanço suficiente.

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